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domingo, 26 de setembro de 2010

Lei e evangelho

Em 1515-16, Lutero  já distingue a lei, que revela a enfermidade, do evangelho, que aponta o Médico, Cristo, e o processo de cura – justificação “sanativa” , ainda identificada com a regeneração.   Mais tarde, LUTERO passou a descrever a regeneração como fruto da justificação: “tudo é perdoado pela graça, mas por enquanto nem tudo é curado pelo dom” (1521).  O conteúdo do evangelho deixou de ser o que ocorre no cristão (in nobis) ou a obra “sanativa” de Cristo no cristão como Bom Samaritano e Médico, mas o que aconteceu na cruz (extra nos), isto é, a obra “expiatória” de Cristo como Cordeiro de Deus: “O evangelho nos manda olhar não para nossas boas ações ou perfeição, mas para o próprio Deus promitente e para o próprio Cristo Mediador... ele arrebata-nos de nós mesmos e faz-nos situar fora de nós mesmos, para que não dependamos de nossa própria força, consciência, experiência, pessoa ou obras mas que dependamos do que está fora de nós mesmos, a saber, da promessa e verdade de Deus, que não pode mentir” (1531/1535).